Tecnologia avança: qualificação da mão de obra nem tanto… – Jornal da Cidade – Baurú – internet pink blog

Li uma frase que me chamou a atenção: não adianta ter tecnologia de internet com acesso ilimitado se o usuário é limitado. Tenho observado uma questão recorrente no ambiente empresarial: a falta de qualificação da mão de obra, e com ela a baixa capacidade em realizar as tarefas a contento. Apesar da crise internacional, o ritmo de atividade de muitas empresas não parou. Aquela velha fórmula de formar a mão de obra via treinamento interno, tendo paciência para que o profissional atinja elevado nível de desempenho, ainda tem espaço. Mas é um processo lento que não atende às necessidades imediatas das organizações.

Possuir habilidade em se adaptar às novas tecnologias não é suficiente quando a necessidade está voltada à proatividade. Há poucos profissionais efetivamente comprometidos com o desempenho das organizações. Muitos possuem comportamento daqueles que comungam da tese do “quanto mais fácil e rápido, melhor”. Não estou aqui querendo tapar o sol com peneira, avaliando que todos os patrões, os rotulados capitalistas, são éticos, remuneram de maneira justa, valorizando esta força de trabalho. Há muitos maus patrões.
Mas há empresas e empresários que não somente cumprem a legislação trabalhista (posto que é obrigação), mas trabalham com projetos motivacionais, com valorização do quadro funcional. Mesmo em ambiente favorável, o corpo mole está prevalecendo. Falta o desenvolvimento da competência emocional. Os profissionais que fazem a diferença nas organizações sabem lidar com os desafios diários. Lideram e são admirados pelo posicionamento assertivo. Possuem boa comunicação. São transparentes. São, acima de tudo, éticos. Na era do descartável, é preciso ir além do óbvio. O que mais preocupa neste ambiente é que não tenho observado nas universidades alunos que estejam desenvolvendo este perfil. E isso também será sentido se pensarmos em carreira solo. Como empreender se não há capacidade em lidar com a rotina diária das organizações? Uma minoria tem efetivamente preocupações com sua carreira e certamente terá ao longo do tempo sua devida recompensa.

Observo que, salvo raríssimas exceções, que só há desemprego para aqueles que não estão devidamente preparados. Se de um lado a tecnologia cresce na velocidade da luz, de outro a mão de obra desqualificada será um grande impeditivo para o Brasil possa efetivamente crescer de maneira sustentada. Planejar a carreira, aperfeiçoar, desenvolver habilidades, exercitar o senso coletivo, cuidar das competências emocionais, são quesitos mínimos para o sucesso. Faça uma reflexão e analise em estágio está sua carreira. Sempre é tempo para mudar, para melhor.

O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, presidente da Acib, diretor regional do Corecon e articulista do JC

via tecnologia – Google Notícias http://news.google.com/news/url?sa=t&fd=R&usg=AFQjCNHcA4ix-VbC8ipC9QpxIzPS7_cUEQ&url=http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo%3D225176

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