Empresas iniciantes de tecnologia usam ambiente descontraído … – R7 – internet pink blog

alexandre_doubleleftTiago Alcantara/R7

Alexandre Souza, da Doubleleft, mostra um dos games da produtora. Ao fundo, a famosa máquina de pinball


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Há alguns anos atrás, um videogame, malabares ou uma máquina de pinball seriam objetos estranhos em um escritório de uma empresa de tecnologia. Mas, depois do sucesso gigantesco de companhias como Google e Facebook, o modelo está inspirando as jovens empresas de tecnologia do Brasil.

As startups, empresas que estão começando suas atividades no ramo de tecnologia, são conhecidas pelo espaço que dão para jovens profissionais (muitos que largaram a faculdade), ambiente descontraído e projetos ambiciosos. Em terras brasileiras, jovens empresas começam a ter destaque usando este modelo.

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É o caso da máquina de pinball que atrai os funcionários no escritório da produtora Doubleleft, na região central de São Paulo. A startup produz games e outros aplicativos baseados em plataformas móveis.

Segundo Alexandre Souza, diretor criativo da empresa, a ideia de trazer mais conforto e diversão ao ambiente de trabalho tem a ver com o perfil jovem da empresa.

— Tentamos criar este ambiente de forma natural. Temos a máquina, deixamos a TV ligada para assistir ao futebol. Mas, não forçamos nada.

Santista, o empresário conta que mesmo os projetos mais extensos não o fazem perder os jogos de Neymar e companhia. Além disso, a geladeira da empresa costuma trazer sempre algumas guloseimas para os colaboradores e visitantes.

Igual, mas diferente

Porém, nem tudo é exatamente o que os filmes Piratas do Vale do Silício e A Rede Social mostram. As horas-extras extenuantes e praticamente intermináveis não é unanimidade nas startups brasileiras. O diretor de tecnologia da Fisgo, Eduardo Rodrigues conta que a empresa não estimula a prática:

— A gente quer que todo mundo esteja aqui, dentro do possível, em um mesmo horário. Fazer muita hora extra, ao longo do tempo, não é muito produtivo.

Quem concorda com a afirmação é o CEO da Confrapar, Carlos Eduardo Guillaume. A empresa administra um fundo de capital que investe em empresas iniciantes do ramo de tecnologia. Para Guillaume, a flexibilidade no horário é capaz de deixar os funcionários mais animados:

—Não necessariamente todas as empresas funcionam da mesma forma que a Apple e o Facebook. Cada startup estabelece seus próprios horários e comportamentos.Ter pessoas jovens na equipe ou horários flexíveis não é um ponto negativo na avaliação das empresas; muitas vezes, deixar a equipe à vontade e motivada para trabalhar é a fórmula do sucesso.

*Colaborou Camila Savioli, estagiária do R7

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